Bar da Dona Onça - Debaixo das curvas do Copan

Bar da Dona Onça – Debaixo das curvas do Copan

De São Paulo:

Estilo moderno e com personalidade. Misto de bar, bistrô e restaurante. Assim é o Dona Onça, uma interessante casa paulistana encravada no primeiro andar do famoso e imponente edifício modernista Copan – com seu conhecido formato sinuoso. Por sugestão de meu sócio Xaxá e aprovação de meu amigo Rafael, combinamos todos de nos encontrar no centro de São Paulo para um almoço de domingo. A equipe do Projeto Douradinho fechava ali o final de semana de folga na capital. De tarde era pé na estrada novamente em direção ao interior.

Bar da Dona Onca, Sao Paulo, Republica, comida brasileira (2)

O Bar, ou toca, da Onça fica debaixo do famoso edifício Copan

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Estilo moderninho e com personalidade. Misto de bar, bistrô e restaurante

Quem comanda a cozinha do Dona Onça é a Chef Janaína Rueda. Super simpática, logo após sentarmos ela nos atendeu na mesa – ao ver que eu estava a anotar coisas – e nos ofereceu, de cara, uma pequena prova de um prato fora do cardápio, cotteccino (espécie de embutido italiana) com lentilha. Uma receita de uma família italiana de Luca. Uma gentileza que veio em boa hora. A fome era grande e a dúvida do que pedir entre as várias opções do cardápio também.

Logo ao entrar no salão do restaurante vê-se de quadros com referência a diferentes cidades do mundo, cartazes e uma decoração até bastante chamativa. Ao mesmo tempo o cardápio nos remete a comida familiar, com elementos bem brasileiros. Há coisas da roça (o que para mim é sempre uma sinal de virtude, com toda a idéia de sabor que a palavra roça nos trás), coisas da casa da avó, tudo com uma roupagem mais refinada e misturada com diferentes elementos. Talvez seja um pouco uma representação do que é São Paulo – ao mesmo tempo cosmopolita e por outro lado apegado as tradições da terra e de todos os que vieram para nela trabalhar, os imigrantes.

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Panelinha com cotteccino e lentilha ofertada pela chefe Janaína

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Entrada: linguiça apimentada com vinagrete e pão francês

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O grande movimento na cozinha na hora do almoço de domingo

São muitas as opções interessantes e diferentes no cardápio. Dá vontade de ter ao menos uns três estômagos para dar conta do recado. Enquanto nos deliciávamos com a pequena panelinha com o cotteccino oferecido por Janaína, debatíamos sobre possíveis pratos sem é claro, deixar de contar com uma garrafa de Serra Malte estupidamente gelada para arrefecer a ansiedade. Por unanimidade optamos por uma linguiça apimentada com vinagrete e pão francês (R$ 34,00) de entrada. É muito bom quando a sua expectativa é atendida: o pedido estava ótimo, uma linguiça artesanal saborosa e de qualidade.

Rodei os olhos por toda a parte, senti inveja da coragem do Rafael em pedir o Cassoulet de Frutos do Mar (R$ 48,00) e o desprendimento do Xaxá ao escolher o porco à milanesa com purê de batatas e alho negro (R$ 44,00). Clarissa, esposa do Rafael, foi discreta ao solicitar o quase sempre infalível Picadinho de Filé (com arroz soltinho, ovo frito e tartare de banana R$ 46,00). Eu? Fiz o estilo mais agressivo e mandei vir um Stinco de leitoa com feijão tropeiro e couve refogada (R$ 44,00).

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Minha opção foi um suculento Stinco de leitoa com feijão tropeiro

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Xaxá ficou no simples e interessante porco à milanesa com purê de batatas…

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…Rafael se aventurou num elaborado Cassoulet de Frutos do Mar…

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…e Clarissa ficou no infalível Picadinho de Filé

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Meus amigos ainda se esbaldaram de tantos churros após o almoço

Ali não tem essa coisa de porção pequena. Os preços correspondem ao tamanho do prato. O meu, por exemplo, estou certo dava para dividir após as entradas – um negócio enorme e suculento. Diga-se de passagem, esse corte da canela do animal tem se tornado mais comum em restaurantes do eixo Rio-São Paulo. Já saboreei (para minha sorte) diferentes canelas, como a de Vitelo e Cordeiro. Os pratos daquele almoço de domingo, em geral, estavam bons. Dou um destaque um pouco maior ao Cassoulet pela complexidade e refinamento do sabor – estava uma delícia.

Para quem ia pegar três horas de estrada após o almoço, uma leitoa não era o prato mais recomendável. Fiquei bastante pesado depois da refeição, mas saí dando risadas de felicidade debaixo das curvas do Copan. Principalmente após o Leite de Onça (batida de coco com cachaça) oferecido pela casa após o café. Olha que eu nem caí de boca na sobremesa. Já a galera, se entupiu de uma porção de pequenos churros que não pareciam acabar nunca. Mas doce não é meu departamento. Ainda bem (alguma coisa nesta vida eu tenho de não comer).

Bar da Dona Onça

Funciona de segunda a quarta das 12h às 23h. De quinta à sábado das 12h às 24h. Domingo das 12h às 17h.

Endereço: Av. Ipiranga, 200, lj. 27/29 – República. São Paulo (SP).

Contatos:  (11) 3257-2016.

Aceitam cartões de crédito e débito.

Para saber mais: bardadonaonca.com.br