sobre o blog

Não sou chef de cozinha, não sou dono de restaurante, sommelier ou mestre de nada, mas sempre gostei de comer.

Não no sentido de comer por gula, comer muito ou apenas porque tinha de me alimentar.

Desde menino tinha curiosidade sobre as coisas que comia, queria provar, entender o sabor. O que era, de onde veio, como faz…

A paixão que sinto pelo ritual do comer – uma adoração quase religiosa – veio de meu Pai Heitor, que não era um chef de cozinha, porém um senhor cozinheiro. Ele, por sua vez, puxou essa herança de minha avó Juracy, também uma admirável cozinheira baiana.

Cresci tendo a cozinha como centro de tudo, onde a família se reunia. Também amava quando meus pais nos levavam (eu e meus dois irmãos Rapha e Tavo) para comer fora. Sorte que a vida nos tenha dado esta oportunidade.

Assim, eu preferia ir a um restaurante do que num parque de diversão. Ora, a diversão para mim não estava no parque, mas sim na mesa do restaurante.

Apesar disso nunca me passou pela cabeça trabalhar diretamente com comida.  Acabei tomando outro rumo na vida, mas a paixão por comer seguiu comigo.

Como jornalista, desde a universidade, ensaiei escrever sobre gastronomia, mas sentia que precisava de um canal mais aberto e sincero.

Foi por sugestão de minha esposa Silvia que lancei o blog em 2010. A princípio, uma página para eu contar minhas desventuras na cozinha. Um mero mortal batendo cabeça nas panelas. Falar dos meus erros cozinhando e também sobre a empolgação quando uma receita dava certo.

Era divertido, mas aos poucos senti que o que gostava mesmo era de escrever sobre os restaurantes e bares que eu visitava no Rio de Janeiro (onde nasci e vivi até 2011) e durante as minhas viagens.

Foi assim que o Diários Gastronômicos ganhou mais ou menos a cara que tem hoje.

Em 2012 minha esposa e eu nos mudamos para São Paulo, metrópole que é um verdadeiro paraíso para os amantes do comer. Assim, passei a dividir minhas jornadas entre mesas de Sampa e Rio.

A intenção com este blog é a falar sobre estas jornadas, passagens pitorescas pelo mundo da gastronomia.

Só escrevo sobre o que eu gosto ou o que eu acho relevante de algum modo. Da padaria, passando pelo botequim até o restaurante chique, porque para mim tudo têm o seu valor e espaço.

Assim, estar com amigos traçando uma porção de pernil num botequim tradicional numa tarde de sábado, ou comer um pão na chapa na padaria de manhã é tão gratificante, bom e inesquecível quanto um jantar naquele restaurante de um chef que admiramos.

Agradeço por passarem por aqui e espero que gostem de minhas palavras.

Abraços e muito bem vindos,

André Comber