O Bar Ocidental e os Frangos Marítimos

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Rio de Janeiro: o estilo mudou para sempre a maneira de servir o peixe na cidade do Rio de Janeiro, virando mesmo uma marca da gastronomia carioca: a sardinha aberta, empanada e frita. Justamente em um dos bares do Triângulo o chamado Frango Marítimo foi inventado. O nome, diz-se, foi dado por um freguês, cartunista, que ao observar o peixe aberto e empanado, achou semelhante ao peito da ave e assim desenhou um frango com escamas que definitivamente apelidou o prato. Caiu no gosto do povo.

Bar Leo, botequim clássico de São Paulo

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São Paulo: a casa foi inaugurada na década de 40 e tem decoração que remete a uma taverna alemã. As refeições típicas da Alemanha foram introduzidas por um ex-dono do estabelecimento, Seu Leopoldo. É por causa deste também que, já sobre o novo comando de Hermes de Rosa – um antigo frequentador que comprou o lugar em 1964 – o botequim ganhou o nome (já então oficializado na boca da clientela) de Leo.

Jabuti Frutos do Mar, boteco tradicional na Vila Mariana

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São Paulo: o clássico e singelo botequim-restaurante foi inaugurado em 1967 e permanece fiel a seu estilo despojado, sem frescuras. No cardápio, uma série de ótimos acepipes do mar de Polvo a vinagrete, passando por sardinhas, mexilhões e atum, além de pedidas mais exóticas com rã. Tudo muito bem preparado e por um preço bem justo. A casa me conquistou de cara e entrou para minha lista dos prediletos na cidade.

O sanduíche de pernil do Estadão

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São Paulo: o Estadão já está naquela esquina há mais de quarenta anos funcionando 24h por dia. Serve um dos maiores ícones gastronômicos de São Paulo, o famoso sanduíches de pernil. O tradicional, sem queijo, é acompanhado de cebolas e tomates verdes, preparado no pão francês. A cara é de lanchonete, mas o espírito de boteco.

Bar Rebouças, um célebre boteco do Jardim Botânico

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Rio de Janeiro: o cardápio carrega a herança e o sotaque português do casal comandante da nau: Gertrude e Alberto da Conceição. Eles são os responsáveis pelas iguarias e o tempero bem acertado do pernil. Também saem da mini cozinha os famosos bolinhos de camarão com catupiry e algumas outras especialidades como coxinha de galinha com osso e tudo.

As saideiras do Bar Jobi no Leblon

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Rio de Janeiro: os preços podiam ser mais baixos, mas o programa continua valendo – antes de tudo pela história da casa. Trata-se de um clássico botequim do Leblon e um dos meus bares prediletos naquele bairro da Zona Sul. Quando finalmente conseguir sentar, as dicas são a carne seca e o pernil. Como entrada, não deixe de provar as empadinhas.

Café e Bar Varnhagen, um boteco especial

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Rio de Janeiro: o Café e Bar Varnhagen é realmente um boteco especial que reúne ambiente preservado, simpatia dos donos, localização agradável, cerveja gelada e boa cozinha. Vale a visita e vale colocar na lista de prediletos.

Mercearia São Pedro

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São Paulo: a casa é um misto de mercearia e sebo de livros e virou um ponto de encontro para os apreciadores de literatura e poesia e de cinema (já que no meio da bagunça também há uma locadora de filmes). Servem um pernil de respeito, muito bem temperado e preparado, além de cervejas muito geladas. A Mercearia São Pedro, sem dúvida, é um desses lugares que vale adotar – se você conseguir arrumar um lugar para sentar.