Botequim do Hugo: um espaço coletivo de memórias

Botequim do Hugo, Itaim Bibi, Sao Paulo (4)

São Paulo: a casa completa 85 anos em 2012 e segue nas mãos de uma mesma família até hoje. Foi aberta em 1927, com nome de Empório Cabral, pelo português Marcelino Cabral, como um armazém típico de venda de produtos a granel e de primeira necessidade, numa região de São Paulo ainda quase rural. Em meados dos anos 80 o estabelecimento passou para as mãos dos netos do fundador, Hugo e Emiliana, que terminaram o processo de metamorfose do armazém para um botequim. Surgiu aí o Botequim do Hugo. Até hoje eles tocam, com esmero, o negócio familiar.

Jabuti Frutos do Mar, boteco tradicional na Vila Mariana

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São Paulo: o clássico e singelo botequim-restaurante foi inaugurado em 1967 e permanece fiel a seu estilo despojado, sem frescuras. No cardápio, uma série de ótimos acepipes do mar de Polvo a vinagrete, passando por sardinhas, mexilhões e atum, além de pedidas mais exóticas com rã. Tudo muito bem preparado e por um preço bem justo. A casa me conquistou de cara e entrou para minha lista dos prediletos na cidade.

Afinal, qual a diferença entre o boteco e botequim?

Boteco Porto Fino, Flamengo

Rio de Janeiro: falando um pouco mais sobre o tombamento dos botequins do Rio de Janeiro pela prefeitura, como acabei de dizer, se tratou de um ato para preservar exemplares de botequins e não botecos da cidade. Todos os inclusos na lista merecem estar lá. No entanto, outros não incluídos talvez merecessem mais do que alguns presentes. Faz parte do jogo. Como disse em artigo anterior, o mais importante do ato foi simplesmente jogar luz sobre o tema. Quem sabe outros tombamentos virão, até chegarmos finalmente alguns botecos clássicos que devem ser preservados.

Pastel de bacalhau na Feira da Praça Benedito Calixto

Cícero Pastéis, pastel de rua, Feira da Praca Benedito Calixto, Pinheiros, Sao Paulo

São Paulo: ponto já tradicional de parada dos frequentadores da simpática Feira da Praça Benedito Calixto, aos sábados, esta barraca serve cerca de uma dezena de sabores de pastel, com a gentileza do comandante Cícero e a sua eficiente equipe – sempre pronta para as horas de maior movimento.

Cheeseburger de colégio e outras delícias do Café Lamas

Café Lamas, Flamengo, restaurante tradicional, Rio de Janeiro

Rio de Janeiro: o Café Lamas segue sendo o avô de todos os restaurantes cariocas, uma instituição fundamental da cidade e que continua conquistando uma nova geração de fãs, independente de suas paredes espelhadas estarem fora de moda. Por sua fama é de se imaginar que a casa seguirá por ali no bairro do Flamengo por muitos anos.

Braseiro da Gávea e as genuínas guarnições cariocas

Braseiro da Gavea, churrasco na brasa, braseiro, Rio de Janeiro, Praça Santos Dumont

Rio de Janeiro: Um dos mais célebres braseiros da cidade e representante de peso de uma categoria muito tradicional de restaurante típico carioca, esta casa no charmoso bairro da Gávea exibe filas na porta nos finais de semana. Trata-se de um senhor braseiro, desses que merecem uma salva de palmas. Comida farta e boa, somada a preços justos só poderia mesmo dar em lotação.