Paribar, tradicional bar da República, em São Paulo
BAR FECHADO. TEXTO MANTIDO COMO MEMÓRIA GASTRONÔMICA PAULISTANA.
BAR FECHADO. TEXTO MANTIDO COMO MEMÓRIA GASTRONÔMICA PAULISTANA.
São Paulo me causa enorme angústia por sua imensidão de possibilidades gastronômicas. A sensação que me dá e a de sempre estar engatinhando, distante de conhecer tudo o que a metrópole oferta de experiências. Mas é tão bom ter sempre algo novo a conhecer e de se surpreender! Em comemoração aos três anos de Diários Gastronômicos (completos em 9 de janeiro de 2013), resolvi publicar meu pequeno guia experiências gastronômicas pitorescas em São Paulo – nascido de anotações que faço em meus cotidianos na cultura do comer. Há mais faltas do que presenças nesta lista. Mas estejam certos de que ela será acrescida, mês a mês, de mais experiências para se curtir a gastronomia de Sampa. Deixo claro que a ordem da lista é por lembrança, sem hierarquia de preferência. Mas está organizada por zonas da cidade de São Paulo.
São Paulo: fundado em 1950 por uma família de origem libanesa, o Almanara é sem duvida uma das mais tradicionais casas de influência árabe de São Paulo. É surpreendente que mesmo tendo crescido e virado rede, a qualidade da comida do grupo se manteve. O endereço original, na República, é por si só um programa.
São Paulo: o Estadão já está naquela esquina há mais de quarenta anos funcionando 24h por dia. Serve um dos maiores ícones gastronômicos de São Paulo, o famoso sanduíches de pernil. O tradicional, sem queijo, é acompanhado de cebolas e tomates verdes, preparado no pão francês. A cara é de lanchonete, mas o espírito de boteco.
São Paulo: Inaugurado em 1922, eternizou-se na história da gastronomia por ter sido o local de criação do sanduíche Bauru – inventado em 1937.
São Paulo: Estilo moderno e com personalidade. Misto de bar, bistrô e restaurante. Assim é o Dona Onça, uma interessante casa paulistana encravada no primeiro andar do famoso e imponente edifício modernista Copan. São muitas as opções interessantes e diferentes no cardápio. Há coisas da roça, coisas da casa da avó, tudo com uma roupagem mais refinada e misturada com diferentes elementos. Talvez seja um pouco uma representação do que é São Paulo.